Palavra da moda: Hiperconvergência

Todas as pessoas no nosso país, quer façam parte ou não deste nosso mundo das tecnologias da informação, estão já familiarizadas com palavras como Cloud ou Transformação Digital. Estes termos, apesar de estarem muito na moda na nossa sociedade devido ao atual excesso de informação, são também palavras que encerram uma elevada complexidade – em grande medida devido à tecnologia associada para as efetivar. E são tão necessárias para a nossa sociedade em constante mudança, que todos temos uma opinião sobre as mesmas e sabemos que são importantes para o futuro, mesmo que não sejamos especialistas em TI.

A tecnologia que vamos abordar hoje comporta-se da mesma forma. Passo a explicar: a hiperconvergência é uma Solução de que toda a gente já ouviu falar e sabe que tem uma grande importância para o futuro, mas encerra também uma certa complexidade que nem todos nós no setor compreendemos.

Neste artigo queremos mostrar de forma simples como podemos entender a hiperconvergência, que formas e contornos possui e, por último, onde a podemos aplicar.

Comecemos por assimilar os nossos “queridos acrónimos em TI” (“TI” é o primeiro): HCI (Infraestrutura HiperConvergente), SDS (Armazenamento Definido por Software) e SDN (Rede Definida por Software). Desta forma, a primeira definição que se pode ler é que uma HCI é constituída por um servidor virtualizado, SDN e SDS. Uma tradução simples seria que a hiperconvergência consiste em combinar os servidores, a rede e o armazenamento necessários em qualquer infraestrutura, e controlá-los como um só dispositivo através de software. Por outro lado, se aplicarmos numa caixa o hardware necessário para ter um CPU, memória RAM e Gigas de espaço em disco, e podermos controlar tudo como um conjunto de recursos à nossa disposição, estamos perante a hiperconvergência.

Para tornar tudo mais claro, convém falar das vantagens que esta proporciona e porque é que se tornou tão popular.

– Comecemos pela simplicidade. Como se trata de uma única unidade, desde a gestão até às extensões, passando pelo suporte, é muito mais fácil de gerir do que num modelo em que cada componente teria uma consola, um suporte diferente para o qual telefonar, assim como diferentes extensões que não seriam fáceis de encaixar sem que algo corresse mal.

– Outra é tudo o que se relaciona com as máquinas virtuais (VM), as quais hoje em dia são imprescindíveis em qualquer empresa por mais pequena que seja. Ao tratar-se de uma tecnologia já concebida para a virtualização, tudo está orientado para a criação, controlo e disponibilidade das VM, de tal forma que qualquer serviço que possa correr numa delas será fácil de copiar, replicar, ampliar, conceder-lhe uma elevada disponibilidade, criá-lo ou eliminá-lo. Esta é a chave da agilidade empresarial nos dias de hoje.

– Por último, o rendimento e aproveitamento que se consegue do hardware, com poucos anos de vida. Desde o início, utilizam-se em cada uma das suas partes os avanços que mais benefícios trazem ao mundo virtual. Por exemplo, discos em estado sólido (SSD) para ler e escrever em tempos inimagináveis quando comparados com os discos de rotação tradicionais, CPUs com núcleos pensados para suportar VM, etc.

Relativamente aos casos de alguns clientes, que com hiperconvergência foi possível melhorar:

Abrir ou modernizar instalações remotas. Ao não dispor de pessoal de TI e não existir CPD dedicado, a hiperconvergência garante a gestão unificada de todas as componentes de forma remota, protegendo os dados no local e replicando-os para a central.  A instalação remota irá funcionar tão bem como a central. Os clientes viram reduzidos os custos de arranque e manutenção e aumentaram a sua agilidade.

Posto de trabalho virtual. São os projetos que mais rapidamente adotaram a tecnologia, dado que os seus benefícios são bastante diretos. Incluir mais ambientes de trabalho com menos hardware; ampliação através de nodes de forma simétrica, crescendo de forma paralela em CPU, memória e disco; evitar sobredimensionar um recurso e “ficar curto” noutro; e grande agilidade, clonando, fazendo cópias de segurança, e restaurando ambientes de trabalho.

Consolidação do CPD. Neste capítulo incluem-se os clientes que devem buscar poupar espaço por razões de negócio (por ex. A Red Bull Racing precisava de consolidar todo o seu CPD num rack de 42u, para realizar as corridas em todo o mundo); os que tinham problemas para refrigerar a grande quantidade de máquinas e cabinas com que estavam equipados; ou os que pagavam por espaço em hosting preços elevados, e decidiram optar pela HCI  para alcançar rácios de redução de até 10:1.

Para terminar, convém mencionar os players mais relevantes neste mercado, segundo algumas consultoras de renome: Atlantis Computing, Cisco, DellEMC, Gridstore, HPE, Huawei, Nutanix, Pivot3, Scale Computing, SimpliVity, Stratoscale, VMware.

Esperamos que, após ter lido este artigo, tenha vontade em aprofundar o seu conhecimento sobre as vantagens que isto poderá trazer para a sua empresa.